Jean Wyllys vai processar Ratinho por espalhar fake news

20/06/2019 11h42

Jean Wyllys vai processar Ratinho por espalhar fake news.
Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarJean Wyllys vai processar Ratinho por espalhar fake news.(Imagem:Divulgação)

O ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) vai processar o apresentador Ratinho, do SBT, por calúnia e difamação. Durante o programa em que entrevistou o ministro Sergio Moro, na terça (18), o apresentador afirmou que um milionário russo teria dado dinheiro para um jornalista.

"Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país"
, disse Ratinho durante o programa.

Depois da divulgação do escândalo das mensagens de Moro com procuradores da Lava Jato, o site The Interpect Brasil e seu editor, o jornalista Glenn Greenwald, começaram a sofrer ataques na internet e a ser alvos de notícias mentirosas.

Uma delas dizia que Greenwald era financiado por um bilionário e que tinha comprado o mandato do ex-deputado Jean Wyllys -que teria renunciado para que seu marido, David Miranda (PSOL-RJ), que era suplente, assumisse.

A fake news foi disseminada por uma página chamada "O Pavão".

"Como disse um texto [publicado na revista Veja], é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber",
diz Jean Wyllys.

"Ratinho teria sido contratado por milhões como estrela da campanha pela reforma da Previdência do governo Bolsonaro [referindo-se a notícia de que o apresentador teria recebido R$ 285 mil para participar da campanha]. O espaço conferido a Moro em seu programa não é desinteressado nem movido a interesse jornalístico, portanto",
diz Wyllys.

"Tampouco o fato de ter disseminado uma evidente fake news contra mim durante a entrevista do ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos. Isso precisa estar claro"
, segue o ex-parlamentar.

"Trata-se evidentemente de abuso de poder além dos crimes de calúnia de difamação".
Ele critica também o ministro Sergio Moro, que ficou calado enquanto Ratinho falava sobre a suposta compra de mandato.

"Moro ouviu a mentira e se calou porque sabe que a calúnia o beneficia. Isso não é postura de um juiz tampouco de um ministro da Justiça. Mas essa conduta de Moro está em completo acordo com o que o [site] The Intercept tem revelado dele na condução da Lava Jato"
, finaliza o ex-parlamentar.

A assessoria de Ratinho afirma que, durante a entrevista, ele afirmou que recebeu uma fake news. E que, a partir daí, fez uma pergunta ao ministro. "Não é verdade que eu espalho fake news."

A assessoria afirma também que Ratinho não é garoto-propaganda da Previdência. Segundo ela, o governo comprou ações de merchandising no SBT, em outras emissoras e em outros programas.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarJean Wyllys vai processar Ratinho por espalhar fake news.(Imagem:Divulgação)

O ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) vai processar o apresentador Ratinho, do SBT, por calúnia e difamação. Durante o programa em que entrevistou o ministro Sergio Moro, na terça (18), o apresentador afirmou que um milionário russo teria dado dinheiro para um jornalista.

"Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país"
, disse Ratinho durante o programa.

Depois da divulgação do escândalo das mensagens de Moro com procuradores da Lava Jato, o site The Interpect Brasil e seu editor, o jornalista Glenn Greenwald, começaram a sofrer ataques na internet e a ser alvos de notícias mentirosas.

Uma delas dizia que Greenwald era financiado por um bilionário e que tinha comprado o mandato do ex-deputado Jean Wyllys -que teria renunciado para que seu marido, David Miranda (PSOL-RJ), que era suplente, assumisse.

A fake news foi disseminada por uma página chamada "O Pavão".

"Como disse um texto [publicado na revista Veja], é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber",
diz Jean Wyllys.

"Ratinho teria sido contratado por milhões como estrela da campanha pela reforma da Previdência do governo Bolsonaro [referindo-se a notícia de que o apresentador teria recebido R$ 285 mil para participar da campanha]. O espaço conferido a Moro em seu programa não é desinteressado nem movido a interesse jornalístico, portanto",
diz Wyllys.

"Tampouco o fato de ter disseminado uma evidente fake news contra mim durante a entrevista do ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos. Isso precisa estar claro"
, segue o ex-parlamentar.

"Trata-se evidentemente de abuso de poder além dos crimes de calúnia de difamação".
Ele critica também o ministro Sergio Moro, que ficou calado enquanto Ratinho falava sobre a suposta compra de mandato.

"Moro ouviu a mentira e se calou porque sabe que a calúnia o beneficia. Isso não é postura de um juiz tampouco de um ministro da Justiça. Mas essa conduta de Moro está em completo acordo com o que o [site] The Intercept tem revelado dele na condução da Lava Jato"
, finaliza o ex-parlamentar.

A assessoria de Ratinho afirma que, durante a entrevista, ele afirmou que recebeu uma fake news. E que, a partir daí, fez uma pergunta ao ministro. "Não é verdade que eu espalho fake news."

A assessoria afirma também que Ratinho não é garoto-propaganda da Previdência. Segundo ela, o governo comprou ações de merchandising no SBT, em outras emissoras e em outros programas.


Fonte Folha Press

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