A esperança e a dor

12/08/2019 10h24

A esperança e a dor.
Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarA esperança e a dor(Imagem:Divulgação)

Um Mark Manson sarcástico, debochado, filósofo e delicioso de ler está de volta. No seu livro “A Arte de Ligar o F*da-se”, Manson ensinou os leitores a olhar no espelho sem as falsas maquiagens. Como fugir do nosso complexo de inferioridade. Ensinou a sua fórmula de pensamento positivo. Agora ele brinda os leitores com “F*deu Geral”.

Na festa de “F*deu Geral”, encontramos alguns convidados ilustres. Platão, Isaac Newton, Immanuel Kant, Freud, Nietzsche, Einstein e alguns outros. Esmiuçando seus escritos, Manson os acrescenta as suas teorias. Podemos concluir estarmos mesmo ferrados num baita f*deu geral. Ou, que Mark Manson encontrou uma maneira divertida de não se sentir ferrado sozinho e quis compartilhar.

Para quem imagina ter apenas um cérebro, Manson mostra que temos dois. O cérebro pensante e o cérebro sensível. Quando li isso, logo pensei naquilo que muitas vezes escrevo. Nos anjinhos e diabinhos que habitam nossos subconscientes. Eles estão sempre em guerra pela supremacia. O segredo é mantê-los bem acorrentados.

A primeira parte de “F*deu Geral”, mostra como o sentimento da esperança é um dos principais males que acometem os humanos. O desejo de sentir esperança é infinito. Sempre estamos renovando nossas esperanças de conseguirmos algo a mais. De que amanhã será melhor. Com o amanhã chegando pior, a esperança se volta para o depois de amanhã... No fim, esse ciclo vicioso acaba nos ferrando como humanidade.

A segunda parte de “F*deu Geral” aponta o dedo culpando outros sentimentos humanos por também nos ferrar. O prazer, a felicidade e a dor. Dor aqui deve ser entendida como sacrifícios. Queremos uma vida de felicidade e prazeres plenos. Só que como o diabo foge cruz, fugimos dos sacrifícios necessários para alcançar a felicidade e o prazer. Jamais alcançaremos um estágio de felicidade continua sem doses de dor.

Na viagem de “F*deu Geral”, Manson faz paradas nas ideologias, nas religiões e na internet. Todos esses lugares são mercados especializados em ferrar os humanos. Sempre com promoções imbatíveis, só vendem o que desejamos comprar. Compramos a esperança do céu desde que não haja sacrifícios. O que muitas vezes seria necessário comprar nunca está à venda. Quem oferecer dor fecha as portas no dia seguinte.

Quando se trata de Inteligência Artificial, Manson faz seu exercício de visionário. No futuro a “IA” será a religião final da humanidade. Manson aponta até quem será o deus que receberá orações humanas diariamente. O algoritmo. Conscientes ou não, já oramos para esse deus nos dias atuais. E nossos pedidos são atendidos imediatamente.

O livro termina com Manson ousando ter esperanças no mundo idealizado por suas teorias. É a prova de que para a humanidade não há fuga. A evolução, ou se quiserem um deus trataram de ferrar os humanos. Desde as cavernas ou do paraíso f*deu geral.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarA esperança e a dor(Imagem:Divulgação)

Um Mark Manson sarcástico, debochado, filósofo e delicioso de ler está de volta. No seu livro “A Arte de Ligar o F*da-se”, Manson ensinou os leitores a olhar no espelho sem as falsas maquiagens. Como fugir do nosso complexo de inferioridade. Ensinou a sua fórmula de pensamento positivo. Agora ele brinda os leitores com “F*deu Geral”.

Na festa de “F*deu Geral”, encontramos alguns convidados ilustres. Platão, Isaac Newton, Immanuel Kant, Freud, Nietzsche, Einstein e alguns outros. Esmiuçando seus escritos, Manson os acrescenta as suas teorias. Podemos concluir estarmos mesmo ferrados num baita f*deu geral. Ou, que Mark Manson encontrou uma maneira divertida de não se sentir ferrado sozinho e quis compartilhar.

Para quem imagina ter apenas um cérebro, Manson mostra que temos dois. O cérebro pensante e o cérebro sensível. Quando li isso, logo pensei naquilo que muitas vezes escrevo. Nos anjinhos e diabinhos que habitam nossos subconscientes. Eles estão sempre em guerra pela supremacia. O segredo é mantê-los bem acorrentados.

A primeira parte de “F*deu Geral”, mostra como o sentimento da esperança é um dos principais males que acometem os humanos. O desejo de sentir esperança é infinito. Sempre estamos renovando nossas esperanças de conseguirmos algo a mais. De que amanhã será melhor. Com o amanhã chegando pior, a esperança se volta para o depois de amanhã... No fim, esse ciclo vicioso acaba nos ferrando como humanidade.

A segunda parte de “F*deu Geral” aponta o dedo culpando outros sentimentos humanos por também nos ferrar. O prazer, a felicidade e a dor. Dor aqui deve ser entendida como sacrifícios. Queremos uma vida de felicidade e prazeres plenos. Só que como o diabo foge cruz, fugimos dos sacrifícios necessários para alcançar a felicidade e o prazer. Jamais alcançaremos um estágio de felicidade continua sem doses de dor.

Na viagem de “F*deu Geral”, Manson faz paradas nas ideologias, nas religiões e na internet. Todos esses lugares são mercados especializados em ferrar os humanos. Sempre com promoções imbatíveis, só vendem o que desejamos comprar. Compramos a esperança do céu desde que não haja sacrifícios. O que muitas vezes seria necessário comprar nunca está à venda. Quem oferecer dor fecha as portas no dia seguinte.

Quando se trata de Inteligência Artificial, Manson faz seu exercício de visionário. No futuro a “IA” será a religião final da humanidade. Manson aponta até quem será o deus que receberá orações humanas diariamente. O algoritmo. Conscientes ou não, já oramos para esse deus nos dias atuais. E nossos pedidos são atendidos imediatamente.

O livro termina com Manson ousando ter esperanças no mundo idealizado por suas teorias. É a prova de que para a humanidade não há fuga. A evolução, ou se quiserem um deus trataram de ferrar os humanos. Desde as cavernas ou do paraíso f*deu geral.


Fonte DIRCEU DETROZ

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