British Museum lança tour que apresenta acervo histórico LGBTQ+

07/07/2019 00h28

British Museum lança tour que apresenta acervo histórico LGBTQ+.
Um dos maiores museus de arte antiga do mundo, o British Museum, em Londres, irá lançar um tour com temática LGBTQ+ de seu acervo. A visita contemplará a exibição de itens como uma taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal, uma figura sem gênero definido de uma deidade babilônica ou o busto do imperador romano Adriano e seu amante, Antinous.

De início, uma dezena de voluntários guiará os visitantes pelo tour. “Veremos como tudo corre, qual é a demanda”, disse ao jornal The Guardian Sarah Saunders, chefe dos programas de ensino do museu. “Quanto maior a demanda, mais visitas nós faremos.”
Imagem: British MuseumWarren Cup, taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal.(Imagem:British Museum)Warren Cup, taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal.

Segundo ela, o que os objetos do tour demonstram é que “o amor e o desejo entre pessoas do mesmo sexo e a diversidade de gênero sempre foram parte integral da experiência humana, mas a maneira de expressar isso mudou muito ao longo do tempo e nas diversas partes do mundo”.

O objeto mais antigo da seleção é o Ain Sakhri Lovers, uma estatueta de 11 mil anos encontrada no deserto da Judeia e feita por povos natufianos. É a representação mais antiga de que se tem notícia de um casal fazendo sexo, mas o gênero deles não fica claro e é aberto a interpretações.
Imagem: British MuseumEstatueta Ain Sakhri Lovers, representação mais antiga de que se tem notícia de um casal transando.(Imagem:British Museum)Estatueta Ain Sakhri Lovers, representação mais antiga de que se tem notícia de um casal transando.

No entanto, a joia do tour é a Warren Cup, a taça romana com desenhos de homens fazendo sexo. Ela sobreviveu porque foi enterrada no século 1 d.C., próxima à cidade israelense de Belém, e descoberta no século 19. Depois, integrou o acervo de um rico colecionador gay, Ned Warren (a quem a taça toma emprestado o nome), e o museu mais tarde a adquiriu por 1,8 milhão de libras (o equivalente a R$ 8,6 milhões na atual cotação).

No espírito do tour, o museu colocou na última semana de junho, em uma de suas galerias, réplicas da Warren Cup, feitas de prata (mesmo material da original) e pintadas cada uma com as cores do arco-íris. Essas Pride Cups (taças do orgulho, como foram chamadas) foram feitas para serem vendidas, e seus fundos serão destinados à instituição de caridade Stonewall, voltada a causas de gênero, e aos trabalhos do museu com a comunidade LGBTQ+.
Um dos maiores museus de arte antiga do mundo, o British Museum, em Londres, irá lançar um tour com temática LGBTQ+ de seu acervo. A visita contemplará a exibição de itens como uma taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal, uma figura sem gênero definido de uma deidade babilônica ou o busto do imperador romano Adriano e seu amante, Antinous.

De início, uma dezena de voluntários guiará os visitantes pelo tour. “Veremos como tudo corre, qual é a demanda”, disse ao jornal The Guardian Sarah Saunders, chefe dos programas de ensino do museu. “Quanto maior a demanda, mais visitas nós faremos.”
Imagem: British MuseumWarren Cup, taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal.(Imagem:British Museum)Warren Cup, taça romana com imagens em relevo de homens fazendo sexo anal.

Segundo ela, o que os objetos do tour demonstram é que “o amor e o desejo entre pessoas do mesmo sexo e a diversidade de gênero sempre foram parte integral da experiência humana, mas a maneira de expressar isso mudou muito ao longo do tempo e nas diversas partes do mundo”.

O objeto mais antigo da seleção é o Ain Sakhri Lovers, uma estatueta de 11 mil anos encontrada no deserto da Judeia e feita por povos natufianos. É a representação mais antiga de que se tem notícia de um casal fazendo sexo, mas o gênero deles não fica claro e é aberto a interpretações.
Imagem: British MuseumEstatueta Ain Sakhri Lovers, representação mais antiga de que se tem notícia de um casal transando.(Imagem:British Museum)Estatueta Ain Sakhri Lovers, representação mais antiga de que se tem notícia de um casal transando.

No entanto, a joia do tour é a Warren Cup, a taça romana com desenhos de homens fazendo sexo. Ela sobreviveu porque foi enterrada no século 1 d.C., próxima à cidade israelense de Belém, e descoberta no século 19. Depois, integrou o acervo de um rico colecionador gay, Ned Warren (a quem a taça toma emprestado o nome), e o museu mais tarde a adquiriu por 1,8 milhão de libras (o equivalente a R$ 8,6 milhões na atual cotação).

No espírito do tour, o museu colocou na última semana de junho, em uma de suas galerias, réplicas da Warren Cup, feitas de prata (mesmo material da original) e pintadas cada uma com as cores do arco-íris. Essas Pride Cups (taças do orgulho, como foram chamadas) foram feitas para serem vendidas, e seus fundos serão destinados à instituição de caridade Stonewall, voltada a causas de gênero, e aos trabalhos do museu com a comunidade LGBTQ+.

Fonte Revista Galileu

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Tópicos: sexo, museu, tour