O Escolhido: série mostra conflitos da fé e da ciência nos rincões do Brasil

07/07/2019 00h16

O Escolhido: série mostra conflitos da fé e da ciência nos rincões do Brasil.
Imagem: Divulgação/NetflixO Escolhido, da Netflix.(Imagem:DIVULGAÇÃO/NETFLIX)O Escolhido, da Netflix.

Mistérios, folclore, lendas urbanas e suspense estão presentes em O Escolhido, produção brasileira que estreou na Netflix em 28 de junho.A primeira temporada tem seis episódios e narra a vivência de três médicos em um vilarejo no Mato Grosso do Sul.

Lucia (Paloma Bernardi), Damião (Pedro Caetano) e Enzo (Gutto Szuster) precisam vacinar moradores de uma região do Pantanal onde há uma mutação do vírus Zika. Eles viajam para o isolado (e fictício) povoado de Aguazul, que não possui sinal de celular nem internet. Mas os residentes não aceitam a imunização: a cidade tem fama de não ter pessoas doentes. Há, ainda, um líder que diz ser capaz de remediar as enfermidades com o poder da fé. Conhecido como o Escolhido, o personagem é interpretado por Renan Tenca.

“As pessoas do vilarejo têm a perspectiva de que a medicina não traz a cura, e sim a morte”, declara Raphael Draccon, roteirista. “Os médicos querem entender quem é essa figura”, acrescenta Carolina Munhóz, que também assina o roteiro. “A série questiona o que é fantasia, realidade ou sobrenatural.” Para criar esse clima, os dois estudaram lendas nacionais como a da Mulher de Branco e a do Minhocuçu. Séries famosas também serviram de inspiração: Dark, Stranger Things, American Horror Story e Wild Wild Country — documentário sobre o líder religioso Osho.

Adaptação de Niño Santo, série mexicana de 2011, a versão brasileira foi dirigida por Michel Tikhomiroff. A diferença está na regionalização. “Mostramos mitologias brasileiras de forma respeitosa”, diz Munhóz. Além da espiritualidade, os capítulos retratam o passado de cada médico. Lucia, líder do trio, “incorpora a mulher brasileira forte e busca vacinar as pessoas a qualquer custo, trabalhando em condições difíceis e enfrentando o machismo”, conta Draccon. Já Enzo e Damião representam outras realidades sociais: o primeiro é gaúcho e vem de uma família rica de médicos, já o segundo nasceu em uma comunidade carioca e batalhou para se formar em Medicina.

O Escolhido está disponível nos outros 189 países em que a Netflix está presente. Para os roteiristas, é a oportunidade de apresentar uma realidade nacional além do Carnaval e do futebol. “A série mostra o Brasil que os estrangeiros têm curiosidade de conhecer e a que alguns brasileiros não estão acostumados”, destaca Draccon.
Imagem: Divulgação/NetflixO Escolhido, da Netflix.(Imagem:DIVULGAÇÃO/NETFLIX)O Escolhido, da Netflix.

Mistérios, folclore, lendas urbanas e suspense estão presentes em O Escolhido, produção brasileira que estreou na Netflix em 28 de junho.A primeira temporada tem seis episódios e narra a vivência de três médicos em um vilarejo no Mato Grosso do Sul.

Lucia (Paloma Bernardi), Damião (Pedro Caetano) e Enzo (Gutto Szuster) precisam vacinar moradores de uma região do Pantanal onde há uma mutação do vírus Zika. Eles viajam para o isolado (e fictício) povoado de Aguazul, que não possui sinal de celular nem internet. Mas os residentes não aceitam a imunização: a cidade tem fama de não ter pessoas doentes. Há, ainda, um líder que diz ser capaz de remediar as enfermidades com o poder da fé. Conhecido como o Escolhido, o personagem é interpretado por Renan Tenca.

“As pessoas do vilarejo têm a perspectiva de que a medicina não traz a cura, e sim a morte”, declara Raphael Draccon, roteirista. “Os médicos querem entender quem é essa figura”, acrescenta Carolina Munhóz, que também assina o roteiro. “A série questiona o que é fantasia, realidade ou sobrenatural.” Para criar esse clima, os dois estudaram lendas nacionais como a da Mulher de Branco e a do Minhocuçu. Séries famosas também serviram de inspiração: Dark, Stranger Things, American Horror Story e Wild Wild Country — documentário sobre o líder religioso Osho.

Adaptação de Niño Santo, série mexicana de 2011, a versão brasileira foi dirigida por Michel Tikhomiroff. A diferença está na regionalização. “Mostramos mitologias brasileiras de forma respeitosa”, diz Munhóz. Além da espiritualidade, os capítulos retratam o passado de cada médico. Lucia, líder do trio, “incorpora a mulher brasileira forte e busca vacinar as pessoas a qualquer custo, trabalhando em condições difíceis e enfrentando o machismo”, conta Draccon. Já Enzo e Damião representam outras realidades sociais: o primeiro é gaúcho e vem de uma família rica de médicos, já o segundo nasceu em uma comunidade carioca e batalhou para se formar em Medicina.

O Escolhido está disponível nos outros 189 países em que a Netflix está presente. Para os roteiristas, é a oportunidade de apresentar uma realidade nacional além do Carnaval e do futebol. “A série mostra o Brasil que os estrangeiros têm curiosidade de conhecer e a que alguns brasileiros não estão acostumados”, destaca Draccon.

Fonte Revista Galileu

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Tópicos: pessoas, draccon, escolhido