Única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina, piauiense comemora prêmio: "uma honra"

09/10/2019 14h59

Única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina, piauiense comemora prêmio: "uma honra".
Imagem: Joanna Carola/Arquivo pessoalPiauiense Joanna (à frente, à esquerda) é a única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina.(Imagem:Joanna Carola/Arquivo pessoal)Piauiense Joanna (à frente, à esquerda) é a única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina.

Única brasileira a integrar a equipe do vencedor do Prêmio Nobel de Medicina 2019, Sir Peter J. Ratcliffe, a bióloga piauiense Joanna Darck Carola Correia lima contou ao G1 a sensação de integrar a equipe de um dos vencedores e disse como iniciou a pesquisa, ainda no Brasil, com o mesmo tema pesquisado por Peter: “É uma honra, só tenho a agradecer”.

Joanna formou-se em biologia na Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e há sete anos mudou-se para São Paulo, onde no mestrado começou a pesquisar a perda de peso em pacientes em tratamento contra o câncer.

Aos poucos, surgiu o interesse de estudar no doutorado mais profundamente a hipóxia que, resumidamente, consiste na baixa oxigenação celular. O processo ocorre naturalmente quando praticamos exercícios físicos ou estamos e em grandes altitudes, mas também é uma característica de células cancerígenas.
Imagem: Jonathan Nackstrand / AFPWilliam Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, e Peter Ratcliffe, do Reino Unido, ganham o Prêmio Nobel de Medicina.(Imagem:Jonathan Nackstrand / AFP)William Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, e Peter Ratcliffe, do Reino Unido, ganham o Prêmio Nobel de Medicina.

“Isso pode gerar um aumento de processo inflamatório, resistência à terapia, entre outras coisas. No Brasil tivemos interesse de estudar isso e falamos com professor Peter, decidimos usar a bolsa de estudos para passar um ano estudando com ele”,
explicou.

Ela passou então a integrar a equipe de pesquisas de Sir Peter Ratcliffe, na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Segundo ela, desde o início o professor mostrou-se extremamente humilde e disposto a ensinar.
Imagem: Paul Wilkinson/Oxford University/Handout via ReuteO cientista Peter Ratcliffe, um dos vencedores do prêmio nobel de Medicina deste ano.(Imagem:Paul Wilkinson/Oxford University/Handout via Reute)O cientista Peter Ratcliffe, um dos vencedores do prêmio nobel de Medicina deste ano.

“Desde que cheguei, aprendi técnicas, participei de discussões científicas únicas. Nos reunimos semanalmente no laboratório e ele sabe o nome de todos que estão na equipe. Ele é uma mente pensante, discute, dá ideias, estimula a pensar, orienta, é simples e acessível”,
diz.

Para Joanna, fazer parte do grupo liderado por um vencedor do Nobel era quase inimaginável para ela, quando iniciou nas pesquisas científicas.

“Sair do Piauí e ir pra São Paulo já era algo muito grande, quase impossível de conseguir, depois estudar fora do país foi um grande passo, e ainda ser agraciada com um supervisor ganhador do Nobel, foi uma honra, não tinha palavras. Só tinha a agradecer. A chance de isso acontecer na vida é mínima. São poucos os cientistas que conseguem isso e estou dentro dessa porcentagem”, c
omemorou a pesquisadora.

A descoberta
Imagem: Reprodução/Twitter prêmio NobelVencedores do prêmio Nobel de Medicina deste ano: William Kaelin, Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg Semenza.(Imagem: Reprodução/Twitter prêmio Nobel)Vencedores do prêmio Nobel de Medicina deste ano: William Kaelin, Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg Semenza.

A novidade da pesquisa que venceu o Nobel foi entender como o oxigênio controla o processo de criar mais células vermelhas do sangue. Isso porque a queda nos níveis de oxigênio levava a um aumento na produção de células vermelhas do sangue: quanto mais células vermelhas o corpo tem, mais oxigênio consegue obter. A conclusão foi premiada somente este ano porque agora está claro como esse mecanismo funciona.

Esta descoberta, aplicada às condições como algumas doenças se apresentam, pode levar a futuros tratamentos contra, principalmente, tumores que crescem em ambientes com baixa quantidade de oxigênio e que são bastante agressivos, como os de cabeça e pescoço e colo de útero.
Imagem: Joanna Carola/Arquivo pessoalPiauiense Joanna (à frente, à esquerda) é a única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina.(Imagem:Joanna Carola/Arquivo pessoal)Piauiense Joanna (à frente, à esquerda) é a única brasileira na equipe do vencedor do Nobel de Medicina.

Única brasileira a integrar a equipe do vencedor do Prêmio Nobel de Medicina 2019, Sir Peter J. Ratcliffe, a bióloga piauiense Joanna Darck Carola Correia lima contou ao G1 a sensação de integrar a equipe de um dos vencedores e disse como iniciou a pesquisa, ainda no Brasil, com o mesmo tema pesquisado por Peter: “É uma honra, só tenho a agradecer”.

Joanna formou-se em biologia na Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e há sete anos mudou-se para São Paulo, onde no mestrado começou a pesquisar a perda de peso em pacientes em tratamento contra o câncer.

Aos poucos, surgiu o interesse de estudar no doutorado mais profundamente a hipóxia que, resumidamente, consiste na baixa oxigenação celular. O processo ocorre naturalmente quando praticamos exercícios físicos ou estamos e em grandes altitudes, mas também é uma característica de células cancerígenas.
Imagem: Jonathan Nackstrand / AFPWilliam Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, e Peter Ratcliffe, do Reino Unido, ganham o Prêmio Nobel de Medicina.(Imagem:Jonathan Nackstrand / AFP)William Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, e Peter Ratcliffe, do Reino Unido, ganham o Prêmio Nobel de Medicina.

“Isso pode gerar um aumento de processo inflamatório, resistência à terapia, entre outras coisas. No Brasil tivemos interesse de estudar isso e falamos com professor Peter, decidimos usar a bolsa de estudos para passar um ano estudando com ele”,
explicou.

Ela passou então a integrar a equipe de pesquisas de Sir Peter Ratcliffe, na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Segundo ela, desde o início o professor mostrou-se extremamente humilde e disposto a ensinar.
Imagem: Paul Wilkinson/Oxford University/Handout via ReuteO cientista Peter Ratcliffe, um dos vencedores do prêmio nobel de Medicina deste ano.(Imagem:Paul Wilkinson/Oxford University/Handout via Reute)O cientista Peter Ratcliffe, um dos vencedores do prêmio nobel de Medicina deste ano.

“Desde que cheguei, aprendi técnicas, participei de discussões científicas únicas. Nos reunimos semanalmente no laboratório e ele sabe o nome de todos que estão na equipe. Ele é uma mente pensante, discute, dá ideias, estimula a pensar, orienta, é simples e acessível”,
diz.

Para Joanna, fazer parte do grupo liderado por um vencedor do Nobel era quase inimaginável para ela, quando iniciou nas pesquisas científicas.

“Sair do Piauí e ir pra São Paulo já era algo muito grande, quase impossível de conseguir, depois estudar fora do país foi um grande passo, e ainda ser agraciada com um supervisor ganhador do Nobel, foi uma honra, não tinha palavras. Só tinha a agradecer. A chance de isso acontecer na vida é mínima. São poucos os cientistas que conseguem isso e estou dentro dessa porcentagem”, c
omemorou a pesquisadora.

A descoberta
Imagem: Reprodução/Twitter prêmio NobelVencedores do prêmio Nobel de Medicina deste ano: William Kaelin, Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg Semenza.(Imagem: Reprodução/Twitter prêmio Nobel)Vencedores do prêmio Nobel de Medicina deste ano: William Kaelin, Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg Semenza.

A novidade da pesquisa que venceu o Nobel foi entender como o oxigênio controla o processo de criar mais células vermelhas do sangue. Isso porque a queda nos níveis de oxigênio levava a um aumento na produção de células vermelhas do sangue: quanto mais células vermelhas o corpo tem, mais oxigênio consegue obter. A conclusão foi premiada somente este ano porque agora está claro como esse mecanismo funciona.

Esta descoberta, aplicada às condições como algumas doenças se apresentam, pode levar a futuros tratamentos contra, principalmente, tumores que crescem em ambientes com baixa quantidade de oxigênio e que são bastante agressivos, como os de cabeça e pescoço e colo de útero.

Fonte G1 PI

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Tópicos: equipe, processo, nobel